Mostrando postagens com marcador o livro dos espíritos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o livro dos espíritos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de outubro de 2021

1014a. Compreendemos que seja assim, por parte dos Espíritos que querem nos instruir. Mas como explicar que alguns Espíritos, quando perguntados a respeito de sua situação, tenham respondido que sofriam as torturas do inferno ou do purgatório?

Quando os Espíritos são inferiores e ainda não estão completamente desmaterializados, eles conservam parte de suas ideias terrenas. Assim, transmitem suas impressões utilizando termos que lhes são familiares.

O meio em que se encontram lhes permite sondar o futuro apenas imperfeitamente. Essa é a razão porque os Espíritos recém-desencarnados falam como falariam se estivessem encarnados.

O inferno pode ser compreendido como sendo uma vida de provações extremamente dolorosas, com a incerteza de haver outra melhor. O purgatório também pode ser compreendido como sendo uma vida de provações, mas com a consciência de um futuro melhor. O homem, quando sente uma dor muito grande, não costuma dizer que sofre como um condenado? Tudo isso são palavras, e sempre ditas em sentido figurado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

1015. O que é uma alma penada?

É um Espírito desencarnado e sofredor, incerto de seu próprio futuro. Os encarnados podem proporcionar a esse Espírito um alívio que, muitas vezes, ele solicita ao se comunicar com os homens (ver pergunta n° 664).

domingo, 17 de outubro de 2021

1016. Em que sentido se deve entender a palavra "Céu"?

Será que o homem acredita que o Céu seja um lugar, como os Campos Elíseos dos Antigos, onde todos os bons Espíritos estão indistintamente reunidos e sem outro preocupação que não seja a de usufruir, por toda a eternidade, de uma felicidade sem um objetivo concreto?

Não; o Céu é o espaço universal; são os planetas; as estrelas e todos os mundos superiores onde os Espíritos desfrutam de todas as suas faculdades sem os tormentos da vida material, nem as angústias próprias da inferioridade.

Observação

Campos Elíseos: Na mitologia Grega representava a morada dos heróis e dos justos após a morte. Lugar onde a felicidade era eterna.

domingo, 10 de outubro de 2021

1017. Alguns Espíritos disseram estar habitando o quarto, o quinto Céu, etc. O que eles queriam dizer com isso?

Se os homens perguntam aos Espíritos qual o Céu que eles habitam, é porque fazem a ideia de vários Céus sobrepostos, como os andares de uma casa. Então, eles respondem conforme a linguagem de quem pergunta.

Para os Espíritos, as palavras, quarto e quito Céu correspondem a diferentes graus de purificação e, por consequência, diferentes graus de felicidade. É a mesma coisa que perguntar a um Espírito se ele está no inferno; se for infeliz, dirá que sim, porque o inferno, para ele, é sinônimo de sofrimento, embora saiba perfeitamente que não se trata de uma fornalha. Se for um pagão, dirá que está no Tártaro.

Observação

Tártaro: Ver explicação após o comentário de Kardec, depois da pergunta n° 1009.

Pagão: É todo aquele que segue uma religião politeísta, ou melhor, religião onde se adoram vários deuses.


Comentário de Kardec: Com a expressão, quarto e quinto Céu, dá-se a mesma coisa que com outras expressões semelhantes, tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda ou terceira esfera, etc., que são expressões usadas por alguns Espíritos, quer utilizando-as como figuras, quer por ignorância da realidade das coisas e até mesmo por desconhecimento das mais simples noções científicas.

Antigamente, a ideia dos lugares de sofrimentos e recompensas era muito restrita. Naquela época, a Terra era o centro do Universo; o Céu formava uma abóbada na qual havia uma região com estrelas; colocava-se o Céu em cima e o Inferno embaixo. Daí as expressões: subir ao Céu, estar no mais alto dos Céus, cair no inferno.

A Ciência demonstra, hoje, que a Terra é um dos menores planetas, entre tantos milhões de outros e sem nenhuma importância especial. A Ciência também traçou a história da formação da Terra e descreveu de que forma ela é constituída, provando que o espaço é infinito e que não existe nem alto, nem baixo no Universo.

Assim, torna-se necessário renunciar a ideia de colocar o Céu acima das nuvens e o Inferno nos lugares mais baixos. Quanto ao purgatório, nenhum lugar lhe foi designado. Estava reservado ao Espiritismo dar, sobre todas essas coisas, a explicação mais racional, mais grandiosa e, ao mesmo tempo, a mais consoladora para a Humanidade.

Assim, podemos dizer que cada um carrega o seu próprio inferno e o seu próprio paraíso. Podemos afirmar, ainda, que encontramos o nosso purgatório quando estamos encarnados, vivendo em corpo físico.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

8 CONCLUSÃO: A Utilidade do Ensinamento Moral do Espiritismo

Algumas pessoas perguntam se os Espíritos nos ensinam uma nova moral, alguma coisa superior ao que o Cristo nos ensinou? Se a moral dos Espíritos é a mesma doo Evangelho, para que serve o Espiritismo? Esse raciocínio se parece muito com aquele do Califa Omar, referindo-se à Biblioteca de Alexandria: "Se ela não contém mais do que aquilo que está no Alcorão, ela é inútil e, portanto, deve ser queimada; se ela contém coisa diversa, é nociva, logo, também deve ser queimada.".

Não, o Espiritismo não contém uma moral diferente daquela que Jesus veio nos ensinar. Mas, perguntamos, por nossa vez: Antes do Cristo, os homens não tinham a Lei de Deus trazida por Moisés? A doutrina do Cristo não se acha contida nos dez mandamentos? Por isso, se dirá que a moral de Jesus era inútil?

Perguntaremos, ainda, para aqueles que negam a utilidade da Moral Espírita: Por que a moral do Cristo é tão pouco praticada? Por que, justamente aqueles que proclamam a sua sublimidade são os primeiros a violar a primeira das Leis: a caridade universal? Os Espíritos vêm hoje, não apenas confirmar a moral cristã, mas também mostrar a sua utilidade prática.

Eles tornam inteligíveis e claras as verdades que tinham sido ensinadas apenas de forma alegórica. E, ao lado da moral, vem nos trazer a definição dos problemas mais abstratos da psicologia.

Jesus veio mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem. Por que Deus, que enviou Jesus para fazer com que a Humanidade se lembrasse da Sua Lei que estava esquecida, não enviaria, hoje, os Espíritos para lembrá-la novamente e com maior precisão, justo agora que os homens a esquecem para dedicar tudo ao orgulho e à ambição? Quem ousaria impor limites ao poder de Deus e lhe determinar caminhos?

Quem nos diz que os tempos preditos não são chegados, como afirmam os Espíritos, e que não alcançamos os tempos em que as verdades mal compreendidas ou erroneamente interpretadas sevam ser abertamente reveladas à Humanidade para que esta apresse o seu adiantamento? Será que não existe algo de providencial nessas manifestações que se produzem simultaneamente por todas as partes da Terra?

Não é apenas um homem, um profeta que nos vem advertir. O conhecimento chega de todas as partes. É todo um mundo novo que se abre aos nossos olhos. Assim como a invenção do microscópio nos rvelou o mundo dos infinitamente pequenos, de que nós seque suspeitávamos; assim como o telescópio nos revelou milhares de mundos cuja existência nós também não suspeitávamos antes, as comunicações espíritas revelam a existência de um mundo invisível que nos rodeia e cujos habitantes participam incessantemente, sem o nosso consentimento, de tudo o que fazemos.

Mais algum tempo ainda e a existência desse mundo invisível, que espera o homem após o seu desencarne, será tão real quanto o mundo microscópico e os mundos que giram no espaço. Será, então, que de nada valerá os Espíritos terem nos revelado a existência de um mundo invisível e nos terem iniciado nos mistérios da vida além da morte?

É verdade que essas descobertas, se assim podemos chamar, contrariam, de algum modo, certas ideias pré-estabelecidas. Mas não é igualmente verdade que todas as grandes descobertas da Ciência também modificaram e até mesmo derrubaram as ideias que até então predominavam? E o nosso amor-próprio não teve que se curvar diante da evidência? O mesmo acontecerá com o Espiritismo, que dentro de pouco tempo fará parte dos conhecimentos humanos.

As comunicações com os Espíritos que já desencarnaram tiveram por resultado fazer com que o homem compreendesse a vida futura como sendo uma realidade; fizeram com que ele se preparasse para sofrimentos e prazeres que o esperam segundo os seus méritos. A comunicação com os Espíritos também encaminhou para o espiritualismo aqueles que viam no homem apenas uma matéria, uma máquina organizada.

Assim, estávamos com a razão quando afirmamos que o Espiritismo derrotou o Materialismo por meio de fatos. Se ele tivesse produzido apenas esse resultado, a sociedade já lhe deveria muita gratidão. Entretanto, o Espiritismo faz mais: mostra os inevitáveis efeitos do mal e, consequentemente, a necessidade do bem. O número de pessoas que ele conduziu a sentimentos melhores, neutralizando as más tendências e desviando-as do mal, é muito maior do que se pensa e cresce todos os dias.

Para essas pessoas, o futuro deixou de ser uma coisa vaga. Já não é mais uma simples esperança, mas uma realidade que se compreende e se explica, quando vemos e ouvimos, através das comunicações espíritas, aqueles que já desencarnaram lamentarem-se ou mostrar a sua felicidade pelo que fizeram na Terra. Todo aquele que tem a oportunidade de testemunhar as comunicações espíritas é levado a refletir e sente necessidade de se conhecer, de se julgar e de se modificar.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

INTRODUÇÃO - AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA I


I

Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida. Dar-lhes outra, para aplicá-los à Doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo. Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém, que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de referir-nos, os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria. Diremos, pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas. Como especialidade, O livro dos espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade, prende-se à doutrina espiritualista, uma de cujas fases apresenta. Essa a razão por que traz no cabeçalho do seu título as palavras: Filosofia espiritualista.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

867. De onde vem a expressão «nascer sob uma boa estrela»?





Antiga superstição, segundo a qual as estrelas 

estariam ligadas ao destino de cada homem. 

É uma simbologia que algumas pessoas cometem a tolice de levar a sério.


Página 485 | O Livro dos Espíritos

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Então, podemos dizer que existem 2 elementos gerais do Universo: a Matéria e o Espírito?


27.

Sim, e, acima de tudo, Deus, o Criador, o Responsável por todas as coisas. Deus, Espírito e Matéria constituem o princípio de tudo o que existe; é a tríade universal. Porém, ao elemento material é necessário acrescentar o fluido cósmico universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita. A matéria é demasiado densa para que o Espírito possa exercer a sua ação sobre ela.

Embora, sob certo aspecto, se possa classificar o fluido cósmico universal como elemento material, ele se distingue da matéria por possuir propriedades especiais. Se o fluido cósmico universal fosse matéria, não haveria razão para que o Espírito também não o fosse.

O fluido cósmico universal situa-se entre o Espírito e a matéria; ele é fluido, assim como a matéria é matéria. Pelas inúmeras combinações com a matéria, e sob a ação do Espírito, o fluido cósmico universal é capaz de produzir uma infinita variedade de coisas das quais a Humanidade conhece apenas uma mínima parte.

O Espírito se utiliza desse fluido cósmico universal, ou "primitivo", ou "elementar" porque ele é o princípio, sem o qual, a matéria estaria em contínuo estado de divisão e jamais adquiriria as propriedades que a força da gravidade lhe dá, como, por exemplo, a de poder ser pesada.

Observação

A matéria e o fluido cósmico universal constituem uma só grandeza: o Princípio Material. Além da matéria, existe o princípio inteligente: o Espírito, que se constitui na segunda grandeza da Criação. Acima deles está a causa de ambos: Deus.

Apesar de a matéria e do fluido cósmico universal serem a mesma coisa, eles estão em frequências vibratórias diferentes. Assim, a matéria é densa e ponderável, ou seja, pode ser pesada e medida, enquanto o fluido cósmico universal é etéreo e imponderável, isto é, não pode ser pesado, nem medido, mas ambos são matéria.

A consequência disso é que a gravidade, nessa faixa de vibração em que nos encontramos, torna-se relativa, ou melhor, pode atrair a matéria, mas não exerce atração sobre o fluido cósmico universal.


Página 85 | O Livro dos Espíritos

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Podemos imaginar o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito?


26.

Podem, sem dúvida, pelo pensamento.

Observação

O Espírito não depende da matéria e não deve ser confundido com ela. Entretanto, através do pensamento, podemos imaginar o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito.


Página 85 | O Livro dos Espíritos

segunda-feira, 6 de março de 2017

Para que o Espírito se manifeste é necessária sua união com a matéria?


25a.

Para que o Espírito se manifeste é necessária sua união com a matéria? (Aqui, o Espírito deve ser entendido como sendo o "Princípio Inteligente do Universo", e não como as individualidades que denominamos Espíritos)

A união do Espírito com a matéria é necessária para o homem, porque ele não está organizado para perceber o Espírito sem a matéria; seus sentidos não foram feitos para isso.

Observação

Não está organizado: Significa dizer que o homem não possui órgãos sensoriais no corpo físico, apropriados a perceber o Espírito sem a matéria, ou melhor, sem o corpo físico.


Página 85 | O Livro dos Espíritos

O Espírito é independente da matéria..?



25.

O Espírito é independente da matéria ou é apenas uma de suas propriedades, assim como as cores são propriedades da luz e o som é propriedade do ar?

O Espírito e a matéria são distintos um do outro; mas, a união do Espírito com a matéria é necessária para que a inteligência se manifeste na matéria.


                                                                                                         Página 85 | O Livro dos Espíritos

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O Espírito é sinônimo de inteligência?


24.

A inteligência é um atributo essencial do Espírito, mas tanto a inteligência quanto o Espírito se confundem num princípio comum. Assim, para os homens, inteligência e Espírito são a mesma coisa.

Página 84 | O Livro dos Espíritos

domingo, 16 de outubro de 2016

O que é Espírito?



Espírito e Matéria

23. O que é Espírito?

O Espírito é o Princípio Inteligente do Universo.

Observação

Compare essa resposta com a pergunta nº 76. Aqui, trata-se do Espírito, Princípio Inteligente do Universo, e não da individualidade a que cada um de nós corresponde. Ver pergunta nº 25a.

O Livro dos Espíritos | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 2 | Páginas 84 | Editora BesouroBox | Nova Edição | Moderna e de Fácil Leitura


76. Como podemos definir os Espíritos?

Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o Universo fora do Mundo Material.

Nota: A palavra Espírito é empregada, aqui, para designar a individualidade dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente do Universo (Allan Kardec)

25a. Para que o Espírito se manifeste é necessária sua união com a matéria? (Aqui, o Espírito deve ser entendido como sendo o "Princípio Inteligente do Universo", e não como as individualidades que denominamos Espíritos)

A união do Espírito com a matéria é necessária para o homem, porque ele não está organizado para perceber o Espírito sem a matéria; seus sentidos não foram feitos para isso.

Observação

Não está organizado: Significa dizer que o homem não possui órgãos sensoriais no corpo físico, apropriados a perceber o Espírito sem a matéria, ou melhor, sem o corpo físico.

sábado, 1 de outubro de 2016

Geralmente, defini-se a matéria como sendo aquilo que tem extensão, que impressiona os nossos sentidos, e que é impenetrável. Essas definições estão exatas?


Espírito e Matéria

22. Geralmente, defini-se a matéria como sendo aquilo que tem extensão, que impressiona os nossos sentidos, e que é impenetrável. Essas definições estão exatas?

Do ponto de vista dos homens, essas definições estão exatas, porque eles falam apenas do que conhecem. Entretanto, a matéria existe em estados que ainda são desconhecidos para eles. Por exemplo, ela pode ser tão etérea e sutil que não cause nenhuma impressão aos sentidos. Contudo, é sempre matéria, embora para os encarnados não o seja. 

O Livro dos Espíritos | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 2 | Páginas 83 | Editora BesouroBox | Nova Edição | Moderna e de Fácil Leitura

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Assim como Deus, a matéria existe desde toda a eternidade, ou foi criada por Ele em um determinado instante?



Espírito e Matéria

21. Assim como Deus, a matéria existe desde toda a eternidade, ou foi criada por Ele em um determinado instante?

Somente Deus o sabe. Entretanto, existe uma coisa  que o homem deve compreender: é que Deus, modelo de amor e caridade, jamais esteve inativo. Por mais distante que se consiga imaginar o início de Sua ação, será que é possível imaginá-Lo, um segundo sequer, na ociosidade?

O Livro dos Espíritos | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 2 | Páginas 83 | Editora BesouroBox | Nova Edição | Moderna e de Fácil Leitura

sábado, 10 de setembro de 2016

Elementos Gerais do Universo: Conhecimento do Princípio das Coisas



17. é permitido ao homem conhecer o princípio das coisas?
Não. Deus não permite que tudo seja revelado ao homem aqui na Terra.

18. No futuro, o homem terá acesso ao mistério das coisas que lhe são ocultas?
Terá acesso, à medida que se eleve moralmente; mas, para compreender outras coisas, precisará de faculdades que ainda não possui.

19. Através das investigações científicas, pode o homem desvendar alguns segredos da Natureza?
A Ciência foi dada ao homem para que ele se desenvolva em todos os campos, mas ele não pode ultrapassar os limites fixados por Deus.

Comentário de Kardec: Quanto mais o homem penetra, pelo seu conhecimento, nesses mistérios, maior é a sua admiração pelo poder e pela sabedoria do Criador. Mas, seja por orgulho ou por fraqueza, sua própria inteligência faz com que ele se iluda.

Acumula muito conhecimento, mas, a cada dia que passa, verifica quantos erros tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. Assim, a cada dia, acrescenta mais decepções ao seu orgulho.

20. Além das investigações científicas, é permitido ao homem receber comunicações de ordem mais elevada sobre aquilo que não está ao alcance dos seus sentidos?
Sim, se Deus julgar útil, pode revelar ao homem o que a Ciência não consegue captar em suas pesquisas.

Comentário de Kardec: Através dessas comunicações, de ordem superior, é que o homem obtém, dentro de certos limites, o conhecimento do seu passado e da sua destinação futura.

O Livro dos Espíritos | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 2 | Páginas 82 | Editora BesouroBox | Nova Edição | Moderna e de Fácil Leitura

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Deus


  • Deus e o Infinito 
  • Provas da Existência de Deus
  • Atributos da Divindade 
  • Panteísmo


Deus e o Infinito____________________

1. Que é Deus? 
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

2. O que devemos entender por infinito? 
Aquilo que não tem começo nem fim; o desconhecido. Tudo o que é desconhecido é infinito.

3. Poderíamos dizer que Deus é o infinito?
A definição é incompleta e decorre da pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima da sua inteligência.

Comentário de Kardec: Deus é infinito em Suas perfeições, mas o infinito é algo que a razão humana não pode alcançar, pois existe somente no domínio das ideias. Dizer que Deus é o infinito é tentar defini-Lo utilizando apenas uma de suas qualidade dentre todas as outras. É definir uma coisa que não é conhecida por outra igualmente desconhecida.

Provas da Existência de Deus__________

4. Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?

Num princípio utilizado pela Ciência: toda causa produz um efeito. Procura a causa de tudo o que não é obra do homem e a sua razão lhe responderá.

Comentário de Kardec: Para acreditar em Deus, basta ao homem observar as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito é consequência de uma causa. É admitir que o "nada" possa ter feito alguma coisa.

5. Que conclusão podemos tirar do sentimento intuitivo que todos os homens têm da existência de Deus?

A conclusão que podemos tirar é a de que Deus existe; senão de onde os homem tirariam esse sentimento se ele não tivesse uma base? É, ainda, uma decorrência do princípio de que "não há consequência sem que existe uma causa".

6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não seria fruto da educação e o resultado de ideias adquiridas?

Se fosse assim, por que os selvagens teriam também esse sentimento?

Comentário de Kardec: Se o sentimento íntimo da existência de um Ser Supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria Universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido o ensinamento, assim como acontece com os conhecimentos científicos.

7. A causa primeira da formação das coisas pode ser encontrada nas propriedades íntimas da matéria?

Mas, então, qual seria a origem das propriedades íntimas da matéria? Sempre é preciso uma inteligência eficaz que dê origem ao que ainda não existe; uma causa primeira.

Comentário de Kardec: Atribuir a origem das coisas às propriedade íntimas da matéria seria o mesmo que dizer que a consequência vem antes da causa que gera. Essas propriedades íntimas também são uma consequência que deve ter uma causa.

8. O que pensar da opinião daqueles que atribuem a formação primeira das coisas a uma combinação acidental e inesperada da matéria, ou seja, ao acaso?

Outro absurdo! Que homem de bom senso pode considerar o acaso como um ser inteligente? Aliás, o que é o acaso? Nada!


Comentário de Kardec: A harmonia que regula as forças do Universo baseia-se em combinações e objetivos definidos, revelando, assim, um poder inteligente. Atribuir a formação primeira das coisas ao acaso é uma insensatez, pois o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um "acaso" inteligente já não seria mais um "acaso".

9. Onde é possível ver, na causa primeira, uma inteligência Suprema e superior a todas as outras?

Existe um provérbio que diz: "Pela obra, se reconhece o autor". Olhem a obra e procurem o autor. É o orgulho que produz a incredulidade. O homem orgulhoso não admite nada acima de si mesmo, e é por isso que ele se considera um Espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!

Comentário de Kardec: Julga-se a capacidade de uma inteligência pelas obras que ela realiza. Como nenhum ser humano pode criar o que a Natureza produz, a causa primeira, por consequência, só pode estar numa Inteligência Superior à do homem.
Sejam quais forem os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência também tem uma causa primeira. Deus é essa Inteligência Superior e também é a causa primeira de todas as coisas, seja qual for o nome que o homem queira lhe dar.

Atributos da Divindade______________

10. O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?

Não, ele ainda não tem a capacidade necessária para compreender isso.

11. Quando será possível ao home compreender o mistério da Divindade?

Ele compreenderá quando atingir a perfeição, através de sua evolução. Quando isso ocorrer, seu espírito não estará mais obscurecido pela matéria, e ele poderá ficar mais próximo de Deus. Então, ele O verá e O compreenderá.


Comentário de Kardec: A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Devido ao pequeno entendimento que possui de si mesmo e das coisas que o cercam, o homem confunde o Criador com a criatura, e atribui a Deus as imperfeições da criatura. Porém, à medida que o seu senso moral se desenvolve, seu pensamento compreende melhor a essência das coisas. Então, a respeito de Deus, ele faz uma ideia mais justa e mais de acordo com a razão, embora sempre incompleta.

12. Já que o homem não consegue compreender a natureza íntima de Deus, ele pode ter ideia de algumas de Suas perfeições?

Sim, de algumas; ele as entrevê pelo pensamento. À medida que o homem desenvolve sua inteligência e sua moral, ele compreende melhor as perfeições do Criador.

13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma ideia completa de Suas perfeições?

Do ponto de vista do homem, sim, porque ele acredita abranger tudo. Existem coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente e para as quais a linguagem humana, limitada em suas ideias e sensações, não possui termos adequados para expressar.

A razão diz que Deus deve possuir todas essas perfeições em grau supremo, poque se uma Lhe faltasse ou não fosse infinita, Ele já não seria superior a tudo e, por consequência, não seria Deus. Por estar acima de todas as coisas, Deus não pode estar sujeito às instabilidades e nem às imperfeições que a imaginação possa conceber.

Comentário de Kardec: DEUS É ETERNO, pois se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior. É assim que, pouco a pouco, remontamos à ideia de infinito e eternidade.
É IMUTÁVEL, pois se Ele estivesse sujeito a mudanças, as Leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade.
É IMATERIAL, ou seja, Sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. Se não fosse assim, Ele não seria imutável, porque estaria sujeito as transformações da matéria.
É ÚNICO, pois se houvesse outros deuses, não haveria uniformidade de objetivos nem uniformidade de poder na ordenação do Universo.
É TODO-PODEROSO, poque é único. Se não tivesse o poder soberano, haveria algo mais poderoso ou tão poderoso quanto Ele. Assim, não teria feito todas as coisas e, as que não tivesse feito, seriam obras de um outro deus.
É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM. A sabedoria providencial das Leis Divinas se revela tanto nas maiores como nas menores coisas, e essa sabedoria não nos permite duvidar da Sua justiça, nem da Sua bondade.

Panteísmo____________________

Observação
Doutrina Panteísta: Acredita ser Deus o próprio Universo, pelo qual o indivíduo, após sua morte, seria absorvido por esse mesmo Universo. (do grego "pan" que significa "tudo", e "theus" que significa "Deus").

 14. Deus é um ser distinto, à parte, ou seria, segundo a opinião de alguns, o resultado da reunião de todas as forças e de todas as inteligências do Universo?

Se Deus fosse o resultado de alguma coisa, Ele não existiria porque seria a consequência e não a causa; Ele não pode ser, ao mesmo tempo, causa e consequência. O essencial é que Deus existe; disso, os homens não devem duvidar e nem ir além para não se perderem num labirinto do qual não poderão sair.

Essa procura não tornaria os homens melhores, mas, talvez, um pouco mais orgulhosos, porque eles acreditariam saber quando, na realidade, nada sabem. Os encarnados deveriam deixar de lado essas buscas inúteis; existem outras coisas muito mais importantes para que eles possam evoluir; deveriam estudar as suas próprias imperfeições, a fim de livrarem-se deles; isso lhes será muito mais útil do que quererem penetrar o que é impenetrável.

15. O que pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da natureza, todos os seres, todos os orbes, do Universo seriam partes da Divindade e constituiriam, em conjunto, a própria Divindade, ou seja, o que pensar da Doutrina Panteísta?

O homem, não podendo tornar-se Deus, quer, pelo menos, ser uma parte Dele.

16. Os que acreditam na Doutrina Panteísta pretendem encontrar, nela, alguns dos atributos de Deus. Sendo infinitos os mundos, Deus também o é; não existindo o vazio ou o nada, Deus está por toda parte; sendo tudo parte integrante de Deus, Ele dá a todos os fenômenos da natureza uma razão de ser inteligente. O que pode se opor a esse raciocínio?

A razão. Basta fazer uma reflexão madura e não será difícil reconhecer o absurdo dessa doutrina.

Comentário de Kardec: A Doutrina Panteísta faz de Deus um ser material que, embora dotado da suprema inteligência, seria numa escala maior, o que somos numa escala menor.
Como a matéria se transforma sem parar, se essa doutrina fosse verdadeira, Deus não teria nenhuma estabilidade. Estaria sujeito a todas as mudanças e variações e a todas as necessidades próprias da Humanidade; ainda assim, faltaria a Ele um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade.
Não podemos juntar as propriedades da matéria com a essência de Deus, se, com isso, rebaixá-Lo em nossa compreensão. Todos os argumentos utilizados não conseguirão explicar a natureza íntima de Deus.
Não sabemos tudo o que Deus é, mas sabemos o que Ele não pode deixar de ser, e a Doutrina Panteísta está em contradição com as propriedades mais essenciais de Deus. ela confunde o Criador com a criatura, exatamente como se quiséssemos que uma máquina fosse parte integrante do Mecânico que a criou.
A inteligência de Deus se revela em Suas obras, assim como a de um pintor em seus quadros; mas, as obras de Deus não são o próprio Deus, assim como os quadros não são o próprio pintor que os concebeu.

O Livro dos Espíritos | Allan Kardec | Por Claudio Damasceno Ferreira Junior | Capítulo 1 | Páginas 75 a 81 | Editora BesouroBox | Nova Edição | Moderna e de Fácil Leitura

free ads